Brasil registra 142 mil denúncias de violações de direitos humanos em 2017

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil registrou 142,6 mil denúncias de violações de direitos humanos somente em 2017, o que representa um total de 390 por dia ou mais de 16 a cada hora. Os números fazem parte do balanço anual da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, divulgado pelo governo federal nesta quinta-feira, 3.

Os dados mostram um crescimento de 7%, em relação a 2016, nas denúncias registradas em todos os canais da Ouvidoria. O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, não soube precisar qual a razão deste aumento registrado pelo órgão. “Analisando pelo lado positivo, podemos chegar a conclusão de que aumentou a conscientização das pessoas, mas, por outro lado, podemos chegar à conclusão de que o número aumentou porque a violência também aumentou”, afirmou.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, a maior quantidade de denúncias se refere a episódios envolvendo crianças e adolescentes, cujo volume atingiu 84.049 casos, ou 58,9% do total. O segundo grupo mais vulnerável é o de idosos, que foram alvo de 33.133 denúncias, 23,2% do total.

Em terceiro vêm as pessoas com deficiência, que foram alvo de 11.682 denúncias. Sobre as crianças e adolescentes, o maior contingente de denúncias se refere a negligência, que são 61.416 casos (ou 73% do total). Em seguida, aparecem relatos de violência psicológica, 39.561 dos casos, e violência sexual, 20.330 dos caso, no terceiro lugar.

A maior parte das denúncias foi feita por meio do Disque 100, serviço de atendimento telefônico gratuito, que funciona 24 horas por dia. Ao todo, 120,2 mil (84,2%) denúncias chegaram por este serviço, enquanto que outros 8.521 casos (5,97%) foram registrados no Clique 100, que registra a denúncia via web, e 6.838 (4,79%) chegaram à Ouvidoria por meio de seu canal online, o Humaniza Redes.

Na coletiva, Rocha admitiu que tem identificado uma demora considerável no atendimento das ligações recebidas pelo Disque 100, a principal ferramenta para registro das denúncias. Ele mesmo relatou que, ao visitar a central de atendimento do serviço, registrou ligações que demoraram até 10 minutos para serem atendidas. Diante do diagnóstico, Rocha afirmou que o ministério vai criar um sistema exclusivo para ligações urgentes.

“Percebi que essa resposta não é tão rápida quanto deveria ser. Ligações realmente urgentes não podem levar 10 minutos para serem atendidas. A primeira providência é a criação do canal de urgência”, afirmou. O próprio ministro relatou ainda que se “surpreendeu” ao descobrir a ausência de um sistema que direcione as ligações do Disque 100 para o Disque 180, central de atendimento criada para registrar casos de violência contra a mulher.

“Outra questão importante que surpreendeu é a não comunicação direta entre o Disque 100 e o Disque 180, de violência contra a mulher. O que acontece hoje é que temos que orientar a vítima a desligar para entrar em contato novamente com o Disque 180. Com a tecnologia de hoje, fiz questão de pedir que isso seja resolvido”, disse. Gustavo Rocha foi efetivado no cargo de ministro há pouco mais de um mês.

Fonte: A Tarde

tv CÂMARA


21.06 | 22ª Sessão Ordinária – 21/06/2018
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