Mais de 40% das crianças brasileiras estão nas redes sociais

Visitar uma rede social já é a segunda atividade infanto-juvenil mais comum na rede, depois de fazer trabalho escolar, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A atividade on-line dessa crianças preocupa os pais. Ainda mais porque parte delas burlam as regras na hora de fornecer a idade mínima para criar contas e perfis.

Atualmente, mais de 40% das crianças brasileiras estão na rede e a maioria dos pais desconhecem os limites de idade e acabam permitindo que seus filhos acessem algumas redes sociais e aplicativos de mensagens. De acordo com as regras para uso de alguns aplicativos, a idade mínima para criação de perfis é de treze anos, mas algumas empresas já estão alterando os termos de uso do serviço para determinar que os usuários tenham, ao menos, 16 anos para utilizá-lo.

Quando o assunto é rede social e criança, muitos acreditam que a proibição é o melhor caminho. Mas a verdade é que estar conectado não traz apenas riscos, a curiosidade das crianças é natural, saudável e deve ser estimulada. Mas os pais têm que acompanhar as ações dos filhos e suas descobertas no ambiente digital.

Segundo a psicóloga Niliane Brito, não existe idade correta para deixar que a criança utilize o celular. “É preciso que o pai avalie o nível de maturidade do seu filho antes de permitir que ele use o aparelho. Se a criança costuma infringir as regras da casa, provavelmente ela irá burlar as regras na rede também. É preciso conversar com a criança antes e impor limites”, explica a psicóloga.

A estratégia é não enxergar a internet e os aplicativos como vilões. É preciso tratar as redes sociais como qualquer área ou atividade de risco existente, assim como no mundo físico. As crianças também exercitam sua autonomia e criatividade enquanto dialogam com o mundo. Os pais só precisam orientar para que as crianças não divulguem seus dados pessoais e não passem tanto tempo nas rede.

Os especialistas alertam que os pais, ao perceber mudança de comportamento nas crianças, não deixem de pedir ajuda ou até mesmo procurar orientação de um profissional especializado, como um psicólogo.

Fonte: Correio*

 

tv CÂMARA


21.06 | 22ª Sessão Ordinária – 21/06/2018
Assista também a TV Câmara ao vivo pelo celular através do Facebook