Ir para o conteúdo Ir para a navegação principal Pular para o rodapé

Templos religiosos querem prazo para adequação à lei de tratamento acústico dos espaços

 

 

 

Representantes de diversas religiões compareceram ao plenário da Câmara de Camaçari para participar da Audiência Pública que discutiu o tratamento acústico dos templos religiosos, realizada nesta quarta-feira (13/04). Após o debate, ficou decidido que uma nova audiência será feita, desta vez no Ministério Publico, junto com os segmentos religiosos e os parlamentares, para rever a situação das entidades e tentar um possível acordo sobre o tema.

A audiência foi solicitada pelo vereador Jackson Josué (PT), após os templos receberem a Recomendação de Nº 006/2015, feita pela 8ª Promotoria Regional de Camaçari, que trata de procedimentos que devem ser adotados pelos templos religiosos para garantir o tratamento acústico das unidades no município.

“Os líderes religiosos querem se ajustar à legislação municipal, mas precisam de um bom prazo porque nem todos têm condições de colocar um tratamento acústico, por conta do alto custo da instalação. Vamos intermediar porque sabemos que os templos pequenos não tem condições de fazer esta instalação em um curto prazo”, defendeu o edil.

O Ministério Público enviou um ofício que foi lido no plenário. Segundo o documento, a instituição não compareceu devido a outro compromisso já agendado. 

A representante da Diocese de Camaçari, Agnólia Rosa, afirmou que o espaço aberto para dialogo é importante para acompanhar o processo de perto. “Estamos aqui para saber o que devemos fazer para nos adequar, não só pela lei, mas também pelo respeito ao próximo. Acredito que cada templo se adequará de acordo com as comunidades onde estão instalados”, pontuou.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Ministros Evangélicos, Jailton Oliveira, as igrejas irão se adequar à lei, mas precisam de um tempo para isso. “Nós queremos estar em dia com a lei, mas não podemos fazer estas mudanças imediatamente. Estamos enfrentando dificuldades porque colocar o tratamento acústico gera custos com itens de segurança como extintor, ou para manter o conforto, como ar condicionado, que não são itens baratos. Sem falar que temos templos que tem sede própria, mas outros são alugados”, contou.

Estiveram presentes os vereadores Wilton de Ferrinho (PMN), Zé do Pão (PTB), Pastor Neilton (PSB), Otaviano Maia (PT), Elias Natan (PR), Marcelino (PT), Teo Ribeiro (PT) João da Galinha (DEM) e Oto da Farmácia (PSB).